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26/04/2022 | ABRIL AZUL: MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O AUTISMO

A campanha do Abril Azul tem por objetivo difundir informações para a população sobre o autismo e assim reduzir a discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo transtorno. 


Os Transtornos do Espectro Autista (TEAs) aparecem, geralmente, na infância e tendem a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, eles se manifestam nos primeiros 5 anos de vida. O nível intelectual é diferente de um caso para outro, variando de deterioração profunda a casos com altas habilidades cognitivas.

Embora algumas pessoas com TEAs possam viver de forma independente, existem outras com deficiências severas que precisam de atenção e apoio constante ao longo de suas vidas. As intervenções psicossociais baseadas em evidência, tais como terapia comportamental e programas de treinamento para pais, podem reduzir as dificuldades de comunicação e de comportamento social e ter um impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida de pessoas com TEAs e seus cuidadores. As intervenções voltadas para pessoas com TEAs devem ser acompanhadas de atitudes e medidas amplas que garantam que os ambientes físicos e sociais sejam acessíveis, inclusivos e acolhedores.

O colaborador da AMHP, Sandro Costa, tem um filho autista e compartilhou um pouco sobre essa experiência na vida de sua família. Ele contou que para ele e sua esposa foi uma surpresa no início, porque foi tudo muito novo, já que em nenhuma das duas famílias havia uma pessoa com TEAs. Hoje os desafios são muito grandes, principalmente para ajudar o filho a realizar as atividades cotidianas. Sandro disse que: “Pequenas coisas da vida são desafios para ele, como pegar água, ir ao banheiro ou pedir alguma coisa, mas quando eles conseguem superar esses desafios é a maior alegria, é uma satisfação ver essas conquistas. A convivência com a criança autista é uma bênção, você consegue perceber as reações dele quando fica alegre, triste, contrariado, e as mais diversas reações.” 

Já sobre a postura da sociedade em relação a uma criança com TEAs, ele comentou que “Algumas pessoas não entendem, não estão cientes, a gente escuta as coisas mais absurdas, mas eu não critico porque é falta de conhecimento mesmo. Mas também tem pessoas que já entendem, que já chegam, abraçam, etc. Eu acho que as pessoas têm que conhecer, saber mais sobre o assunto, como lidar com a criança autista, saber respeitar o espaço delas pois elas têm muita dificuldade de interação. Os autistas são muito puros, inocentes e simples. Algumas pessoas acham que eles são agressivos e vão machucar, mas não, eles só não interagem, ficam com medo de novas pessoas. É preciso conquistar a confiança deles. É normal do ser humano, temem o que não conhecem. Hoje, há uma conscientização do autismo em muitos lugares, já existe estacionamento para pessoas autistas, percebo que as pessoas estão se conscientizando, ainda estamos um pouco longe do ideal, mas estamos caminhando. Com mais programas de incentivo e divulgação, vamos melhorando”

Os Transtornos do Espectro Autista atingem aproximadamente dois milhões de pessoas no Brasil. Pelos dados do Center of Diseases Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, entre as crianças a proporção é de que uma a cada 44 sofra deste transtorno ainda pouco entendido, mas muito estudado. Por isso é que na campanha do Abril Azul a ideia é chamar a atenção para as pesquisas e para a luta contra o preconceito. 

Fontes:

  • Blog da saúde – Ministério da Saúde
  • Correio Brasiliense 



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